- 9 de janeiro de 2018
- Posted by: Charles Uhlmann
- Category: Empréstimos
Home Equity, empréstimo com imóvel em garantia ou, simplesmente, refinanciamento de imóvel é uma das modalidades de crédito que oferece maior volume de dinheiro por uma menor taxa de juros.
Quem possui um imóvel residencial ou comercial pode usá-lo como garantia na contratação do crédito. Isso reduz o risco de inadimplência assumido pelas instituições credoras. Em contrapartida, as condições oferecidas são mais vantajosas do que as demais linhas do mercado.
O refinanciamento de imóvel funciona como uma excelente alternativa para reorganizar as finanças pessoais, investir no próprio negócio ou realizar sonhos que estão no papel. Conheça melhor essa modalidade e o que ela pode fazer por você!
Como funciona o refinanciamento de imóvel?
O refinanciamento é uma forma de obter empréstimo oferecendo um bem em garantia. Por ser um crédito atrelado a um patrimônio, as taxas de juros são melhores e o valor disponibilizado é maior. Dessa forma, tanto credores quanto devedores obtêm mais benefícios nessa modalidade.
A primeira regra, no caso do refinanciamento de imóvel, é que o solicitante do crédito seja proprietário do imóvel, podendo ele ser residencial ou comercial. É comum que diante dessa regra e das características dessa modalidade de empréstimo surja a dúvida: o imóvel ficará no meu nome ou no da instituição financeira?
Fique tranquilo. O imóvel é seu, mesmo quando é colocado em garantia. Mas o fato de ele estar alienado à instituição credora deve ser bem compreendido pelo tomador de crédito.
Resumidamente, o proprietário vincula o imóvel ao pagamento da dívida. Outro nome usado para definir essa prática é alienação fiduciária. O tomador do crédito permanece como detentor do bem, ou seja, a posse e o uso do imóvel continuam em seu nome.
O risco de perder o imóvel só ocorre quando o devedor deixa de honrar com o pagamento do crédito. Por isso, é fundamental que a obtenção do empréstimo seja avaliada com cautela e planejada.
Verifique como está o seu orçamento, qual é a sua capacidade de endividamento (o ideal é não comprometer mais de 30% da renda com dívidas) e faça simulações para calcular com calma e antecipadamente quanto pagará e por quanto tempo.
A alienação fiduciária permite à instituição financeira oferecer o crédito com valor mais elevado a uma menor taxa de juros. Para conceder o empréstimo, primeiramente, são verificadas as documentações do proprietário e do imóvel. O patrimônio tem que estar livre de dívidas e ônus. Da mesma forma, o solicitando não pode ter restrições de crédito.
O refinanciamento de imóvel tem um processo um pouco mais elevado do que o refinanciamento de veículo, por exemplo. Isso porque os trâmites são mais demorados. Além da análise da documentação, a financeira ainda fará uma vistoria no imóvel. Só então a formalização da operação será documentada. Por isso, a concessão do crédito é um pouco mais demorada, podendo ocorrer entre 15 a 60 dias úteis da requisição.
Há opções de solução que possibilitam o refinanciamento de imóvel em apenas quatro etapas:
- cadastro online da solicitação;
- análise e coleta da documentação;
- vistoria do imóvel;
- assinatura do contrato e recebimento do recurso.
Vantagens do refinanciamento de imóvel?
Por conta das características específicas, podemos elencar cinco vantagens principais dessa modalidade de empréstimo com garantia:
- maior volume de crédito concedido;
- menor taxa de juros;
- prazo alongado para pagamento;
- deságio na antecipação das parcelas;
- livre utilização do crédito.
Confira em detalhes cada um desses benefícios e quais são prazos, valores e taxas aplicados ao refinanciamento de imóvel:
1. Maior volume de crédito concedido
De acordo com o Índice FipeZap, que faz o levantamento mensal de preços anunciados, R$ 7.633,00 é o valor médio do metro quadrado do imóvel residencial no país. Isso quer dizer que, na média, um imóvel de 70 metros quadrados se aproxima de R$ 534 mil.
Para quem tem um imóvel nesse valor, por exemplo, é possível obter um crédito de até R$ 320 mil no refinanciamento de imóvel. Esse valor é equivalente a 60% do valor do imóvel, o percentual máximo concedido no empréstimo.
O volume é alto porque existe uma garantia de elevado valor concedida na negociação. Vale lembrar que o que determinará o preço do imóvel é a análise da instituição financeira, que fará levantamentos de mercado, além da vistoria. Portanto, o valor pode variar de acordo com uma série de fatores como localização, demanda de compradores e conservação do patrimônio, entre outros.
2. Menor taxa de juros
Dentre todas as modalidades de crédito disponíveis no mercado financeiro, uma das mais atrativas é a do refinanciamento de imóvel. Atualmente, a taxa básica de juros no Brasil (taxa Selic) está em 7%. Embora esteja em queda, esse percentual é um indicativo de mercado, que não se restringe a ele necessariamente.
Os juros do cheque especial e do cartão de crédito, por exemplo, não têm registrado quedas de acordo com levantamento da Associação Nacional de Executivos de Finanças e Contabilidade (Anefac). Em outubro, a taxa média do cartão de crédito foi de 12,89% ao mês. No caso do cheque especial, o percentual mensal foi apurado em 12,25%.
Para quem tem dívidas parceladas no cartão de crédito ou está enrolado no cheque especial, refinanciar o imóvel é uma opção mais em conta, já que, no empréstimo com garantia de imóvel os juros partem de 1,22% ao mês.
3. Prazo alongado para pagamento
Assim como o prazo para pagamento do financiamento imobiliário é estendido, no refinanciamento não é diferente. O proprietário do imóvel que obtiver o crédito tem um prazo de 15 anos para quitar a dívida. Dessa forma, é possível fazer as parcelas caberem no orçamento.
4. Deságio na antecipação das parcelas
Se durante o período de pagamento do parcelamento, o proprietário do imóvel conseguir uma melhora na renda, é possível antecipar o pagamento, obtendo redução de juros e multa. Essa condição é garantida pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC) e faz parte das normas de financiamento do Banco Central. No final, é um incentivo a mais para facilitar o pagamento e tornar a dívida mais em conta.
5. Livre utilização do crédito
Não há qualquer limitação quanto ao que se pode fazer com os recursos obtidos via refinanciamento de imóvel. O tomador do crédito pode usar o valor livremente. Substituir uma dívida mais cara por uma mais barata, iniciar um negócio próprio, reformar a casa, investir em educação, enfim, as aplicações são variadas e as vantagens também.
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